A Coluna

Dor facetária

As facetas articulares são pequenas articulações que conectam as vértebras na parte posterior da coluna. Também são conhecidas como articulações zigoapofisárias. Sua função principal é proporcionar estabilidade rotacional.

Como qualquer outra articulação do corpo, as articulações facetárias podem originar dor, seja por processos de desgaste articular (artrose facetária), seja por estados inflamatórios. O desgaste das articulações facetárias é um processo normal do envelhecimento, apenas em algumas pessoas ele se torna um problema, provocando sintomas dolorosos, que caracterizam a dor facetária

 

Sintomas e Sinais da Dor facetária

Cervicais

A sintomatologia é de dor ao nível do pescoço e das escápulas. Esta pode se irradiar para perto dos ombros. A dor normalmente piora com a extensão do pescoço e durante a palpação local.

Lombares

Dor lombar que pode irradiar até a região posterior de coxa. Dor com piora a hiperextensão da coluna e melhora a flexão da coluna.

 

Escoliose

Escoliose é um desvio da coluna vertebral no plano frontal, ou seja a coluna esta desviada para a esquerda ou para a direita. Hoje sabemos que essa deformidade é tridimensional causando além desse desvio uma rotação da coluna vertebral, sendo responsável pela assimetria das mamas e caixa torácica.

Quando observamos o indivíduo de frente ou de costa com uma assimetria entre a altura dos ombros ou cintura pode ser um sinal de escoliose”

Existem diversos tipos de escoliose a mais comum é a idiopática com cerca de 80% dos casos, outras causas mais comuns são: congênita, neuromuscular, degenerativa. Também temos a escoliose secundária a uma assimetria de membros inferiores.

 

Causas da Escoliose 

Em cerca de 80% dos casos, nenhuma causa é encontrada e falamos, então, de escolioses idiopáticas. A freqüência de escolioses familiares é relatada por diversos autores, entre 30 à 60%, sendo 40% o índice mais freqüentemente citado. Atualmente, os especialistas convergem em direção a uma hereditariedade multifatorial.

Existem algumas escolioses com causa definida, como, por exemplo, na paralisia cerebral, ou outras de fundo neurológico, bem como escolioses causadas por mal formaçãos, poliomielite, distrofias musculares, síndromes específicas (Marfan, Rett, Ehlers-Danlos, etc.), tumores, etc.

 

Exame Físico

O paciente deve ser examinado de frente e de costas onde analisamos a assimetria da altura dos ombros, escápula e crista ilíaca. Ao examinar o paciente lateralmente avaliamos as curvas fisiológicas da coluna como a lordose lombar e a cifose dorsal.

Na inspeção também observamos a presença de alterações de pele como manchas “café com leite”, tufos pilosos que são sinais de escolioses que são sinais de deformidades com etiologia específicas. Deve-se medir os membros inferiores, pois escolioses lombares a deformidade pode originar dessa dismetria. Sempre realizar o teste de “Adams” pedindo para o paciente  fletir o tronco e o médico observa assimetria do tronco e a região lombar do paciente. É um sinal precoce da presença de deformidade.

A presença de deformidade associada a alteração no exame neurológico (força muscular, alterações sensitivas e reflexos patológicos) pode ter como etiologia tumor causando irritação de raízes nervosas e originando a escoliose, por isso sempre realizar uma boa avaliação neurológica.

 

Espondilolistese

O termo espondilolistese é usado para descrever várias doenças da coluna onde uma vértebra escorrega saindo do alinhamento normal com a outra vértebra.

“Escorregamento de uma vértebra sobre a outra vertebral”

 

Existem cinco causas de espondilolistese:

Istímica

Fratura por stress do pars articular vertebral ocorrendo mais comumente entre a idade de 5 e 8 anos e também é um importante diagnóstico diferencial entre atletas com queixa de dor lombar.

Degenerativo

Nesse caso o escorregamento ocorre por uma alteração degenerativa das facetas articulares que evoluem com uma frouxidão e perda da sustentação do alinahmento vertebral.

Congênita

Alterações importante na coluna vertebral propiciando o escorregamento vertebral. Causando destruição em alguma estrutura da coluna vertebral propiciando o escorregamento.

 

Sintomas e Sinais da Espondilolistese

- Dor Lombar que piora durante atividade física e melhora no repouso. A dor também é pior em pé ou andando;

- Dor Ciática devido a compressão de estruturas nervosas. Alterações de sensibilidade como: formigamento ou dormência em alguma região do membro inferior

 

Estenose de canal lombar

Estenose lombar é o estreitamento do canal vertebral na região lombar. O canal vertebral contém a medula espinhal desde a porção cervical até a porção lombar alta.

A porção média e a inferior do canal lombar contém as raízes nervosas da chamada cauda eqüina. O canal estreito pode comprimir estas raízes e determinar sinais e sintomas neurológicos.

 

Causas da Estenose

Congênita - Pacientes que apresentam estreitamento do canal vertebral por formação constitucional e devido protusões discais e leves alterações facetárias cursam precocemente com compressão das estruturas nervosas e sintomatologia dolorosa.

Adquirida - Ocorre durante a vida em pacientes que devido a espondilodiscoartrose desenvolvem estreitamento do canal vertebral ocorrendo geralmente a partir da quinta década de vida.

 

Sintomas e Sinais da Estenose

  • Dor lombar;
  • Dor irradiada para nádega ou membros inferiores;
  • Alterações de sensibilidade;
  • Dificuldade progressiva ao deambular denominada claudicação neurogênica;
  • Perda de força em membros inferiores;
  • Tronco encurvado anteriormente ao ficar em pé, postura esta que alivia a dor e melhora os outros sintomas.

 

Fraturas por Osteoporose

A osteoporose é a doença óssea metabólica mais freqüente, sendo a fratura a sua manifestação clínica. É definida patologicamente como "diminuição absoluta da quantidade de osso e desestruturação da sua microarquitetura levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após traumas mínimos". É considerada um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas com o envelhecimento

A fratura por osteoporose na coluna vertebral a dor pode ser de dois tipos: Uma é aguda, localizada, intensa, mantendo a paciente imobilizada e relacionada com fratura em andamento. Em situações de dor aguda, inicialmente ela pode ser mal localizada, espasmódica e com irradiação anterior ou para bacia e membros inferiores. A fratura vertebral pode ainda não ser observável com precisão em exame radiológico, dificultando o diagnóstico. A paciente se mantém em repouso absoluto nos primeiros dias. Mesmo sem tratamento, a dor diminue lentamente e desaparece após duas a seis semanas, dependendo da gravidade da fratura. Quando a deformidade vertebral residual é grave, pode permanecer sintomatologia dolorosa de intensidade variável ou esta aparecer tardiamente.

Também ocorrendo com freqüência, a dor pode ser de longa duração e localizada mais difusamente. Nestes casos, ocorreram microfraturas que levam a deformidades vertebrais e anormalidades posturais e conseqüentes complicações degenerativas em articulações e sobrecarga em músculos, tendões e ligamentos.

Nova fratura vertebral é comum, repetindo-se o quadro clínico. Nas pacientes com dor persistente, esta se localiza em região dorsal baixa e/ou lombar e, freqüentemente, também referida a nádegas e coxas. Nesta etapa da evolução da doença as pacientes já terão sua altura diminuída em alguns centímetros às custas das compressões dos corpos vertebrais e do achatamento das vértebras dorsais.

O dorso curvo (cifose dorsal) é característico e escoliose (curvatura lateral) lombar e dorsal aparecem com grande freqüência. Com a progressão da cifose dorsal há projeção para baixo das costelas e conseqüente aproximação à bacia, provocando dor local que pode ser bastante incômoda. Nos casos mais avançados, a inclinação anterior da bacia leva a alongamento exagerado da musculatura posterior de membros inferiores e contratura em flexão dos quadris e consequentes distúrbios para caminhar, dor articular e em partes moles. Compressão de  raíz nervosa é muito rara.

 

Hérnia de disco cervical

A hérnia de disco cervical ocorre quando o disco intervertebral sofre uma ruptura na sua parte externa com o extravasamento do conteúdo interno “ núcleo pulposo” causando uma compressão de alguma raiz nervosa cervical

As raízes cervicais são responsáveis pela inervação sensitiva e motora dos membros superiores, então a sua compressão pode ocasionar dor, formigamento, anestesia, perda de força na região do membro superior em que a raiz é responsável

 

Sintomas e Sinais da Hérnia de disco cervical

  • Dor cervical com irradiação para musculatura do trapézio e algumas vezes até a escápula;
  • Dor irradiada para o membro superior que geralmente piora quando esticamos o braço e melhora quando o levantamos;
  • Parestesia “formigamento” em alguma região do membro superior -Diminuição de sensibilidade;
  • Diminuição dos reflexos nos membros superiores;
  • Diminuição de força em membro superior restrito a região do membro superior inervada pela raíz nervosa comprimida.

Na hérnia de disco cervical esses sintomas podem apresentar-se isolados ou associados dependendo da evolução e gravidade do caso.

 

Hérnia de disco lombar

Quando você apresenta quadro de dor na coluna que irradia para o membro inferior, e todo dia as atividades se tornam difíceis ou mesmo impossíveis de realizar devido a dor. Uma das causas pode ser a hérnia de disco”

A coluna vertebral é constituída pelas vértebras e entre elas há o disco intervertebral que é responsável pelo amortecimento do impacto e ajuda também na movimentação e resistência da coluna. O disco é constituído por duas partes o ânulo fibroso e o núcleo pulposo que tem a aparência de um gel. Quando o disco intervertebral sofre uma ruptura na sua parte externa “anulo fibroso”  permite que o material que esta no seu interior “gel” saia, comprimindo uma das raízes do nervo ciático. A dor inicia-se devido a essa compressão causando uma isquemia na raiz nervosa ou devido a irritação desse material “gel” na raiz nervosa.

 

Causas da Hérnia de disco lombar

Fatores genéticos associados normalmente ao sobrepeso, cigarro, atividades repetitivas intensas, trauma, sedentarismo, manter uma posição de trabalho por longo período.

 

Sintomas da Hérnia de disco lombar

Pode iniciar com quadro de dor lombar e/ou dor irradiada para o membro inferior, alteração da sensibilidade “formigamento”  “dormência”  “anestesia” em alguma região do membro inferior. Quando há uma piora do quadro pode ocorrer associado uma diminuição de força em algum movimento das pernas.

 

Lombalgia

Dor que ocorre na região entre a décima segunda costela até o sulco interglúteo. Ela pode ser acompanhada de dor que se irradia para uma ou ambas as nádegas ou para as pernas na distribuição do nervo ciático (dor ciática).

A lombalgia é um problema extremamente comum, que afeta mais pessoas do que qualquer outra afecção, à exceção do resfriado comum. Entre 65% e 80% da população mundial desenvolve lombalgia em alguma etapa de suas vidas, mas a maioria dos episódios não é incapacitante. Mais da metade de todos os pacientes com lombalgia melhora após 1 semana; 90% apresentam melhora após 8 semanas; e os restantes 7% a 10 % continuam apresentando sintomas por mais de 6 meses.

 

Causas da Lombalgia

  • A degeneração dos discos intervertebral talvez seja a principal causa da dor;
  • Degeneração das facetas articulares;
  • Deformidades do tronco;
  • Espondilolistese “escorregamento vertebral”;
  • Uso excessivo das estruturas lombares (resultando em entorses e distensões);
  • Doenças sistêmicas com dor referida em região lombar, sendo identificadas mais de 70 doenças causasoras de dor;
  • Sedentarismo;
  • Fatores psicossociais;
  • Esforços repetitivos;
  • Excesso de peso;
  • Posição não ergonômica no trabalho.

 

Diagnóstico da Lombalgia

Uma vez que a maioria dos casos de lombalgia é auto-limitada, o diagnóstico por imagem raramente é necessário. Os fatores que levam ao início da dor, bem como a natureza e a duração da dor, propiciam importantes pistas para a busca da provável causa

Deve-se solicitar exames de imagem para a obtenção do diagnóstico quando a dor persiste por mais de duas semanas e os exames que podem ser solicitados são: radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, cintilografia óssea. Os exames laboratoriais devem ser solicitados quando a dor apresenta características inflamatórias

“O médico através da história e o exame físico pode  direcionar para o melhor exame para a obtenção do diagnóstico”

 

Sacroileíte

A sacroileíte é uma inflamação das articulações sacro ilíacas. Estas conectam a parte inferior da coluna com a pélvis. Nesta patologia, até mesmo pequenos movimentos da coluna podem ser extremamente desconfortáveis e dolorosos.

 

Causas da Sacroileíte

  • Reumáticas sendo a mais comum a espondilite anquilosante;
  • Trauma;
  • Artrite degenerativa;
  • Processos infecciosos;
  • Sobrecargas após artrodese em coluna vertebral.

 

Sintomas e Sinais da Sacroileíte

  • Dor lombar baixa que pode irradiar para coxa e panturrrilhas;
  • Dor que piora com a deambulação;
  • Rigidez em região de coluna vertebral baixa.
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